quinta-feira, 2 de julho de 2009

DOIS TEMPOS


Nunca nada
Tudo sempre

Há na cidade
Avenida
Vai e vem
Um homem só
Atravessa
A ronda
A roda
Redonda
A roca
Ribomba
Espoca
A bomba
A moto
Tantan
E rompe
O sangue no concreto ácido
A moça
Soluça
E rompe de novo o silêncio
O rouco
Ronco
Do motor
Buzina
Sai da frente menina!


15/03/2003


Repente
Se repete

Na avenida
Vai e vem
Um homem só
Pedala
A ronda
A roda
Redoma
Ribomba
Espouca
A bomba
A moto
Tantam
Irrompe
Sangue ácido no asfalto
A moça
Soluça
E rompe de novo
O rouco
Ronco
Do motor
Buzina
Sirene
E o grito irritado
Sai da frente menina!


02/07/2009

segunda-feira, 29 de junho de 2009

poemeto cíclico

mover os pedais da cíclica engrenagem


no ciclo da vida




reto rumo ao objeto




íngreme aclive imenso cansaço na infinita subida que não termina infindável continuidade




ou, na descida veloz
na placa que passa




a distância é um asfalto abstrato




aí cito Vieira Calado
aventura em direção a Campinas 20 e 21 de junho de 2009